
Novembro 19, 2009
Novembro 11, 2009
Os dias que vivi
doada pela paciência.
Saber perceber a hora certa das coisas
nos faz um pouco melhores
do que conseguimos ser.
Saber entender que não somos
tão grandes como achamos,
também é uma grandeza
do reconhecer.
Mas,
esperar para quê,
se não há um por quê?
Só é grandeza,
se o que há para esperar
é tão imenso
que goteja água
em alma aflita.
Se a água solfeja a gota
dela caída,
me faz entender
que é preciso esperar para crescer.
Att: Tudo aqui escrito não se faz verdade absoluta.
Cada qual vive em si
seu absoluto pleno que o faz feliz.
Novembro 10, 2009
Novembro 09, 2009
Outubro 29, 2009
Outubro 26, 2009
Outubro 16, 2009
Outubro 01, 2009
Meu destino em Cora:

MEU DESTINO
Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.
Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.
Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.
Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...
Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.
Esse dia foi marcado
com a pedra branca da cabeça de um peixe.
E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...
Setembro 29, 2009
A fusão dos limites:

Nada deve ser óbvio num trabalho, nem em um pensamento. Nada deve ser profundamente conhecido, tudo que é supremo se vela e desvela para ser descoberto aos poucos > uma Construção em Permanente Movimento, com as inquietudes que sempre caracterizaram os grandes Artistas.
Por: Bia.
Imagem velada: Acrílica, espátulas, secante sobre placa.
Setembro 28, 2009
Os hiatos de Clarice:

Clarice Lispector.
Setembro 27, 2009
Escorro como água:

Em clarão de noites
felizes,
sinto o frio da alma a cantar.
Imagem: acrílica, crayon, nanquim, pastel seco sobre canson 280g.
Bia Pêggas.
Setembro 26, 2009
Expressionismo:

O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanhaentre 1905 e 1930.
Principais características:
* pesquisa no domínio psicológico;
* cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
* dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
* pasta grossa, martelada, áspera;
* técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
* preferência pelo patético, trágico e sombrio
saiba mais sobre o Expressionismo, clique aqui.
Imagem: Bia Pêggas
Acrílica, espátulas, secante, vieux-chene sobre canson 280g.
Setembro 21, 2009
O Eu profundo e os outros Eus:

grande cansaço é um fogo negro que me consome. . . Uma grande
ânsia passiva é a vida que me estreita [...]".
Trecho (p.04).
Fernando Pessoa.
Imagem: Acrílica, espátulas, carvão, crayon sobre placa trabalhada.
Bia Pêggas.
Setembro 20, 2009
Perfume de Jasmim:

Saiba mais sobre: Clarice Lispector.
Para ver mais, clique AQUI.
Setembro 19, 2009
Histórias com mar ao fundo:
Manuela Baptista.
Para ler mais, clique AQUI.
Cavaleiro Errante:

Setembro 18, 2009
Deformados:

Sem olhar para trás.
Imagem: Nanquim, crayon, lápis de cor aquarelável e modificação gráfica em photoshop.
Bia Pêggas.
Setembro 16, 2009
A insustentável leveza do ser:

[...]O que urrava nela era o idealismo ingênuo de seu amor, que queria abolir todas as contradições, abolir a dualidade entre o corpo e a alma, e talvez até abolir o tempo".
(KUNDERA, p.56).
Imagem: Bia Pêggas
Trecho do livro: A insustentável leveza do ser > Milan Kundera.
Para saber mais, clique aqui.
Setembro 15, 2009
O velho Tupã:

E andavam tinto de tintura vermelha pelos peitos, espáduas, quadris, coxas e pernas até baixo, mas os vazios com a barriga e estômago eram-se sua própria cor. E a tintura era assim vermelha que a água a não comia nem desfazia, antes, quando saía da água, parecia mais vermelha.
Setembro 14, 2009
Setembro 13, 2009
Do Castelo ao chão:
Mythical tradition:

Teeth, in the mythical tradition, simbolize the permanence of desire.
Imagem: Canetinha à base de água, nanquim, photoshop, cross sobre canson 280g.
Bia Pêggas.
The dog on the table.

Tira o dog daí, menina!
A "table" não aguenta.
Table de madeira tão frágil
que despedaça com o vento.
Sou o dog nesta mesa
ou a table frágil
de tanto sonhar?
Setembro 12, 2009

em flashes suspensos de luz.
Enquanto penso, refrigero o meu zero
com a mesma rapidez do clique
diagonal.
Jean-Michel Basquiat
As suas representações ilustram tudo o que é térreo, despedaçado, incoerente, e na sua demolição e desprezo por qualquer tipo de unidade visual tradicional. O tema principal dos seus trabalhos é a vida na grande cidade. A indiferença em relação à perspectiva e a posição infantil e ingênua em relação ao estilo são características suas.
As primeiras telas de Basquiat foram as paredes da cidade onde ele difundiu as suas mensagens. Olhando além do significado de infantil de representação da grande cidade e da verdadeira imagem dos seres humanos, a obra de Basquiat é claramente uma Arte de fúria e de rebelião, mas retém sempre os engenhosos jogos de palavras da sua fase dos grafites. A coroa e o símbolo do copyright são as características mais óbvias do período grafite para as pinturas e desenhos posteriores.
Setembro 11, 2009
Le Pop:

Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.
Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.
Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. NO BRASIL A década de 60 foi de grande efervescência para as artes plásticas no pais. Os artistas brasileiros também assimilaram os expedientes da pop art como o uso das impressões em silkscreen e as referências aos gibis. Dentre os principais artistas estão Duke Lee, Baravelli, Fajardo, Nasser, Resende, De Tozzi, Aguilar e Antonio Henrique Amaral. A obra de Andy Warhol expunha uma visão irônica da cultura de massa. No Brasil, seu espírito foi subvertido, pois, nosso pop usou da mesma linguagem, mas transformou-a em instrumento de denúncia política e social.
Junho 16, 2009
Junho 14, 2009
Vento feliz:
me leva num encanto
e, por um minuto,
no oposto do que há em mim,
prevalescem os soberanos sorrisos teus.
Fotografias espalhadas
em meu coração
nas formas suaves
dos poemas que lhe dediquei.
Sorrisos soltos neste meu vento
que venta feliz...
na alma que agora
grita e te diz:
"amar é pra sempre...
Nele se perde o medo,
se levanta voos mais altos;
se abrem guarda-chuvas
em dias ensolarados
e cheios de paixão".
Junho 09, 2009
Enquanto a chuva cai...

daquilo que não controlo,
que,
mesmo por tanta força,
não saberei assentar plenamente
em dias calmos,
como ventos que saem do seu "Norte". (Bia Pêggas)
Junho 05, 2009
Maio 22, 2009
Abrindo meu silêncio:

Toda a paisagem canta. E das moitas cheirosas
O aroma dos mirtais sobe nos céus escampos.
trecho de:
Voz de Fora
Manuel Bandeira
Maio 14, 2009
Maio 12, 2009
O Silêncio:

Trecho:
Na sombra cúmplice do quarto,
Ao contacto das minhas mãos lentas,
A substância da tua carne
Era a mesma que a do silêncio.
Do silêncio musical, cheio
De sentido místico e grave,
Ferindo a alma de um enleio
Mortalmente agudo e suave.
Desenho di Bia
Com as doces palavras de Manuel Bandeira.
Maio 11, 2009
Maio 09, 2009
Maio 07, 2009
Abril 29, 2009
Abril 27, 2009
Prisma.

Eu vi a suavidade contida.
Eu vi tua cria
em dia de luz.
Eu vi todo azul escondido no céu
na festa desses
seus azuis.
ph. e tratamento> Bia.
Festivo.

é manter a certeza de solidão infinita
em veios de azuis que saem
selvagens dos coloridos
que poderiam abundantes fluir de ti.
Abril 25, 2009
Frascos

das cenas
em que me vejo
feliz
em cravos transparentes
de luas e
atrizes gentis.
desenho em nanquim e pastel seco sobre suporte > Bia Pêggas
Abril 23, 2009
Abril 22, 2009
Abril 12, 2009
Manchas de Kandinsky:

Tramejam meus pés,
que seguem atentos aos ventos velozes do tempo,
que me levam a olhar outra vez mais atento aos muros selvagens
que descascam
em cinzas flamejantes.
As palavras cobertas de tinta,
deixam as marcas da leveza
dessa tinta "Kandinskiana".
E quem poderá deter o alento que leva a alma a um habitual colorido?
E quem poderá saber com quantos
sabores fotografamos esta mesma alma?
ph. Bia
Abril 09, 2009
Mariolas de Doisneau:

Como fosse um filme expressionista de "Fritz".
Como fosse mais um pedaço da outra arte, que habita vento vibrante em mim.
Caderno de Imagens:

Vento leva o desalento
que abriga a inteligência no desenho.
Me rabiscas
sem sorrir.
Voa e escorre
como a areia
da mão que traçou
esses riscos para mim.
Abstract.

para fora da imagem que eu via,
para fora de mim.
Fui Abstração,
fui incógnita MENTE,
na incógnita explicativa da arte aqui.
Fui ondas de ar,
nos pares de mar
que de fora
queriam surgir.
Abril 05, 2009
All day.
está tão fraco hoje,
Um calor intenso no corpo,
com tanta vontade de fazer coisas,
mas a febre não me deixa passar pelo esquecimento de um corpo aflito.
Ah, eu quero me abrigar numa boa leitura vespertina e fragmentá-la em mim,
de maneira a compreender a intenção de tanto desconforto causal.
Minhas emoções estão mais afloradas nesta fraqueza,
que não quer sumir.
Talvez seja pela exatidão de me propor tantas coisas
ao longo dos dias e,
ao me virar à frente, passaram-se semanas de cansaço,
e nem pude ver...
A rapidez de dias aflitos têm me trazido inconstâncias
na arte,
nos momentos,
na família,
nos projetos de vida.
Para quê tenho corrido tanto, se não terei tempo de vivê-los em mim?
Digam-me,
onde estão os amigos que me fazem alguém um tanto melhor?
Onde andam aqueles que me despertam
coisas sublimes?
Onde está toda a força que me faz plenamente feliz?
Estou só,
e me sinto assim.
Não tenho pressa, na verdade.
A febre de dias produtivos é que me impulsiona a fazê-lo
superficialmente,
um ser infeliz.
Gira gira meu sol

sei que o pude sustentar.
Se fui triste e impreciso,
de tudo, sei
não soube amar.
Hoje fico
tão mais leve,
pois em ti
fui me encontrar.
À você, meu lindo sol.
Espiral

Efeito espiralado: eu quis mess.
Abril 04, 2009
Escorrendo Tinta:

Foi pelo ralo, enquanto lavava não só o cabelo, mas a trincha com que o pintei.
Filme Antigo.

Clareiam horizontes
de outros montes sem fim.
Clareando outras pessoas contentes,
me fazem assim: feliz!
Um filme
em película 35mm,
ou um signo de escorpião mais desligado de sua impulsão.
Outro ardor acompanhado de uma flor em pensamento.
Um sonho de qualquer mundo,
um cravo exalando cheiro de tudo.
Alivias minha dor,
canta sua voz em oceanos breves
de peles cálidas
em singelas canções de amor.
Te sigo nesse filme antigo
que,
com o passar do tempo
tenta
tornar-se cada vez mais relevante para a vida.
Totem da verdade:
mas, quem não mente?
qual de vós já disse verdade tamanha
que lembra ter se orgulhado,
mesmo ferindo o alheio?
Não posso dizer todas as verdades contidas no mundo.
Se posso esconder até de mim mesma,
por quê não fazê-lo
quando preciso sair do colo sagrado de outrem
que me dedica a leal confiança?
Não me sinto culpada de nada,
apenas sou humana
e, às vezes, errata jornalística.
Não sei ser Arte todo o tempo...
Não moldo esperanças dos outros por aí,
apenas sigo meus passos leves,
que singelos e lacrimejantes
cintilam humanidade.
Apenas isto:
VIVO!
e é só.
Cabeça Giratória

Foto de Gisele Freire / Gika
Dito di Bia:
Gosto da maneira que com que "Gika" expõe sua sensibilidade pelas lentes. Me trazem estabilidade aos olhos e faz palpitar a alma.
Abril 02, 2009
Kiriaco.

de claridades sem fim!
Se me trazes este azul,
lhe aspiro como fumaça
ardente no peito.
Se me fazes mais que esperanças,
em verdes
calmantes
me transformo nos azuis mais intensos.
Sua cor, minha forma.
Sua mansidão, me acorda.
Em acordes de piano
solfejam minhas outras canções
à estibordo.
Abril 01, 2009
Março 31, 2009
Azul da cor do mar:

Cores de minha outra alma,
cores que não têm nome,
Cores que desconstróem meus outros blues.
Março 30, 2009
Da série: Feche a porta, por favor!
Aqui, usando acrílica, secante, cabeça pensante, mutumba, pastel seco, espátulas e corante sobre canson 180g =========Cabeça dinossauro?

Um vento impetuoso domina quando se desenha.
Pensar e não ter que sair do lugar.
Determinar que este faz parte do processo da forma.
Espirro, cor,desenho, flor, vento, frio, calor, café... cabeça pensante que se cansa do silêncio, que não é vazio, mas movimenta-se são, mantendo viva a outra arte que em nós habita.
Mine mess.
Enquanto eu olhava o vazioMe fiz silêncio no infinito
e tentei pintar.
Dissonante, aflito e pensante
foi assim que saiu esse meu outro olhar.
Pintura: Arcaico
usando: acrílica,espátula, corante,secante,vieoux-chene e a ideia da brillo sobre o suporte.
Março 27, 2009
Destino

Não sei se foi um sonho,
se ainda persiste em ser sonho...
Só sei que chegastes em mim
quando não mais
acreditava que o pudesse viver.
Me trouxestes um "algo" que não sei bem o nome,
mas que me deixa em paz,
à vontade comigo mesma,
com esperanças de amar somente.
Você, uma letra que fica em canção escrita de amor,
um soneto pensante
em palavras de cor.
Março 26, 2009
Picasso / Livro
"Nunca considerei a pintura como uma arte de simples ornamento, distração; pelo desenho e pela cor, pois eram essas as minhas armas, quis penetrar sempre mais fundo no conhecimento do mundo e dos homens, a fim de que esse conhecimento nos liberte cada dia mais" - Picasso.
Março 23, 2009
Gisele Freire/ fotografia

Foto de Gika freire, do blog: Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos.
Zélia Duncan, cantora, compositora, instrumentista que, respeitosamente homenageamos hoje por aqui.
pontos claros

para ver a noite chegar
nesta moça e anciã
que me prende a crina
em vermelhos lamparinas
debaixos de meus pêlos
em cor de ouro em pó.
Março 19, 2009
Rabiola.

ao meu cansaço
outras cores que abrigo.
Retomando a tocada na viola chego ao chão.
Trago outros pensamentos,
apanho o teu coração.
Leva
leve em mim
tão leve quanto o vento com cheiro
de jasmim.
Leva
leve assim
faz da rabiola mágica
um desenho
colorido
que alcance somente a ti.
Março 15, 2009
Aprendiz de alma feliz.
doce alma.
Leva a calma
de me ver tão sua.
Doce
doce poema.
que escreve em flor
tudo que anseia
e mantém esta alma
sem dor.
Doce
doce rosto feliz.
marca teus versos
em lindos sonetos
e fazem desta alma
uma criança aprendiz.
Deus e o diabo na Terra do Sol.
Março 14, 2009
Mazzaropi: Um gênio que superou a Porno Chanchada.
Visite também: www.museumazzaropi.com.br
Versos e canções.
Beije-me sem parar...
E, quando parar, faça dos meus sonhos
outros apegos teus,
Solfejando minhas outras canções,
Cante-me teus versos
fazendo amor com meu outro corpo.
Apanhe-me em teus braços
apertando-me contra teu peito
Gritando meu desejo
em anseios de ganhar um beijo ardente teu.
Terra em Transe / Glauber Rocha
"Convulsão, choque de partidos, de tendências políticas, de interesses econômicos, violentas disputas pelo poder é o que ocorre em Eldorado, país ou ilha tropical. Situei o filme aí porque me interessava o problema geral do transe latino-americano e não somente do brasileiro. Queria abrir o tema "transe", ou seja a instabilidade das consciências. É um momento de crise, é a consciência do barravento."
Março 02, 2009
Clao.
que me levam
sem parar.
Vão levando
outros tormentos
de não mais poder amar.
Estrada nua
sublime e feroz.
Vendaval que flutua
na intensa lua
que brilha para nós.
Fevereiro 27, 2009
Tachinha de Verniz.
Bia pêggas.
^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^^
Consumare tutta la furia in assortimento di sorrisi che demonstras sapere. Tanto fiore è nel tuo modo, Sì! Tanta dolcezza nel tuo cuore. Non era che lei era qui, era solo un sogno, illusione. Ho aspettato, aspettato a prendere me. Ho aspettato, solo quella! Lembrei angolo della tua risata felice di guardare il mio candore ed ero troppo felice. La nostalgia che ho cercato, ho abbracciato e portato indietro. A casa non sono stati, come sempre. Dove un blu paninho coperto il mio volto, ho toccato la mano. Ho sentito qui, che il bene. E 'stato solo il vento nel blu paninho che ha battuto, ma si sentiva ed era buona. Ora del giorno aurore, e con il crepuscolo, si continuerà ad aspettare su di me.
Publicado também no blog: Cartata diresche, Vito Maurízio-------Itália.
Fevereiro 13, 2009
Parede
deparo-me com situações imprevisíveis
no campo de estudo da Arte.
Nesta semana fui a uma abertura de exposição
de cartazes, feitos por jovens artistas contemporâneos,
com intenções e linguagens mais contemporâneas ainda.
No Centro Cultural da Justiça Federal,Centro do Rio de Janeiro.
O urbano sendo a supressão de um momento, elevando, através de uma cultura 'underground', toda a estética metropolitana trabalhada nos pôsteres expostos.
Estão, como estão nas ruas, em galerias suspensas e tapumes instalados nos arredores.
Confira a programação completa:
acesse: www.ccjf.trf2.gov.br.
Fevereiro 09, 2009
Expressões.
amo Arte, fotografia, Cinema, Mariola e Fubá Torrado da minha avó!
"Inventaria-te, antes que os outros te transformem num mal entendido".
Glauber Rocha.
Fevereiro 03, 2009
Fevereiro 02, 2009
Neo realismo Italiano.

ps.: percebam em qual fonte o Cinema Novo bebe!
Fevereiro 01, 2009
A arte da cenografia

O nome da Rosa.

O Nome da Rosa é uma narrativa que se identifica com os romances policiais série noire pelo seu caráter de humor, malícia e sedução erótica.
Num mosteiro da Itália Medieval, a morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias e noites projeta a visão mais realista da violência em estado puro. As violências sexuais, os conflitos no seio dos movimentos heréticos do século XIV, a luta contra a mistificação, o poder, o esvaziamento dos valores pela demagogia, constróem nas páginas de O Nome da Rosa uma parábola sangrenta e patética da história da humanidade.
Ano de 1327:
"No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto a Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto a Deus e dever de monge fiel seria repetir cada dia com salmodiante humildade o único evento imodificável do qual se pode confirmar a incontrovertível verdade".
Umberto Eco > Crítico Italiano nasceu em Alessandria, em 1932.Teórico de "massa", seus estudos abrangem o cinema, televisão, a música, as artes plásticas, a publicidade, a poética e a arquitetura.
A expressão: "O Nome da Rosa" foi usada na Idade Média significando o infinito poder das palavras. A rosa subsiste por seu nome, apenas,mesmo que não esteja presente e nem sequer exista.
Título Original: IL NOME DELLA ROSA
gruppo editoriale Fabbri-Bompiani, Sonzogno, Etas S.p.A., Milano, 1980.
In Brazil: Editora Fronteira S/A, com tradução de Aurora Bernadini e Homero Freitas de Andrade.
Janeiro 30, 2009
Contemporaneidade pintada de verde.

O procedimento da Arte Contemporânea não foi outro, senão o de abrir-se a um mundo plural e polissêmico, sem se deixar dominar ou estigmatizar, refutando normas do agir e do fazer.
Janeiro 28, 2009
Jackson Pollock
28/01................................ dia de Jackson!
"Quando estou a pintar não tenho consciência do que faço. Só depois de uma espécie de 'período de familiarização' é que vejo o que estive a fazer".
Talvez tenha sido assim também com a vida real, com os seus movimentos do dia-a-dia. O gênio nos enche de admiração e nos deixa um grande legado. O homem nos passa a impressão de que, fora a arte, a vida foi uma grande tentativa que não deu certo. Embora não possamos julgar se isso de fato tem alguma verdade, é essa a emoção que nos passa.
Janeiro 25, 2009
Reticente como tua voz.

Antes que de tua boca uma frase saísse,
senti tua respiração em mim.
Ouvi tão macio teus lábios,
que os abracei daqui.
Estava sereno e aflito,
lacrimejantes olhos pedintes,
falando macio,
sem palavras remeter.
escutei cada frase em silêncio gritada,
atendi teu pedido.
Fiquei olhando por mais de um segundo
e toquei teus pensamentos.
Ouvi tua voz tão macia,
que sem molhar tuas águas
em meu coração apertei.
Ouvi tua voz tão suave,
que sem perceber
que estas águas
macias tocavam
em ti me afoguei.
foto di Bia: Indo para Niterói/RJ
De dentro da barca.
Janeiro 23, 2009
Sobre a Monotipia.
tênue, mais clara, permanecendo apenas um "fantasma"/ vestígio da imagem.
Historicamente, a monotipia teve origem no século 17, com Giovanni Benedetto Castiglione (1616-1670), do qual foram preservadas algumas monotipias. Alguns artistas chegaram a utilizar monotipias em seus trabalhos, esporadicamente ou com maior freqüência, como foi o caso de Edgar Degas, que produziu uma série significativa de monotipias. Na gravura contemporânea, percebemos um novo impulso da monotipia, técnica simples, direta, poderia dizer até rudimentar, comparada aos avanços tecnológicos de outros recursos.
Esta impressão ou registro remete a gestos primordiais do homem, marcas que atravessaram os tempos, tornando-se tão atualizados, tão contemporâneos quanto a mão do homem pré-histórico gravada na caverna.
Talvez seja este aspecto que atraia alguns artistas em relação à monotipia: gravar, "congelar" um gesto, uma idéia, uma emoção.
Luise Weiss
prêmios e exposições coletivas e individuais.
Daqui deste lugar.
outros giros no ar,
outras formas de amar o mar,
de me deitar na grama,
de ajudar os meus.
Tenho vontade de ser outras pessoas,
aquelas que admiro,
que nem sabem que as admiro.
Tenho vontade de sumir no ar,
de tomar um chá elegante das 17:00h,
de entender da mesa francesa,
de saber das suas outras esperanças.
tenho vontade de ser quem nunca deveria ter sido,
para saber como seria se o fosse.
Tenho vontade de atropelar o que penso, por resguardos
ultrapassados pelo tempo,
e transpor um horizonte que vai além de mim.
Tenho vontade de "avoar" para tão longe,
que o mais longe lugar
não poderia me encontrar.
Sumirei com o vento,
levarei ele em mim,
sentirei as suas falas ventando aqui em meu peito,
fazendo-me mais do que um dia eu pude sonhar.
A minha vontade será completa,
pois ele me suspenderá
até o infinito de meu outro mar.
Série: Monotipias.

O esquadro disfarça o eclipse
que os homens não querem ver.
Não há música aparentemente
nos violinos fechados.
Apenas os recortes dos jornais diários
acenam para mim com o juízo final.
João Cabral de Melo Neto.
Monotipia> uso de espátula, acrílica, secante, liquid e veoux-chene.
Janeiro 22, 2009
Série: Monotipias.

aprenderam sozinhos:
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.
(Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro).
Janeiro 21, 2009
Série: Monotipias.
Ao contato das minhas mãos lentas,
A substância da tua carne
Era a mesma que a do silêncio".
( O Silêncio, trecho, Manuel Bandeira).
Un soleil.

Minha redoma tomada de emoções que já não posso controlar.
Apanhou meus sentidos, todos, sem licença,
sem entradas lógicas,
sem desculpas.
Apenas entrou, e me tomou pelas mãos,
sem nada dizer,
sem nada explicar.
Como dizer que o querer é maior que a razão?
Como deixar-se dominar pela coerência,
quando os sentidos estão controlados
pelas outras expressões maiores que o corpo?
Me afoga saber de você,
um sol que nasceu brilhoso em mim,
saudando raios tão felizes,
que a felicidade guardará aos poucos em si.
Janeiro 17, 2009
Outro adendo em um dia normal.

Onde está nossa "humanidade" em tudo isso?
Quem nos disse que aquele que chora é fraco?
Meus caros, o pior em tudo isso, é que nos permitimos, ao longo da estrada, consumir tal absurdo como fosse verdade em cada um de nós.
Não olhamos para nossos irmãos, não cuidamos dos amigos, preferimos colocar a culpa no tempo, ou na falta dele.
Deixamos quem é importante partir, sumir de nossas vidas sem remorsos, sem angústias ,afinal, quem é realmente o culpado? existe um? somos mesmo as "vítimas" destes séculos que vêm assassinando as relações humanas entre os humanos.
Visitem os velhinhos nos asilos, olhem mais demoradamente para o sorriso de uma criança, permitam-se viver, vivendo, simplesmente. Caminhar aqui, com esta vida oportunizada pelos céus é único, é celestial, é honroso! Deus nos permitiu viver, e é isso!
Tenhamos tempo para as outras coisas que também são importantes.
Amar o próximo como a nós mesmos, esta é a maior missão!
Noite de estrelas.

Roberto Mendes e Ana Basbaum.
Ph. baciami mille volte e ancora cento
Bjos com algodão doce, meu lindo!
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