Novembro 19, 2009

Panorâmica


Bia Pêggas

Novembro 11, 2009

Os dias que vivi

A espera é uma grandeza
doada pela paciência.
Saber perceber a hora certa das coisas
nos faz um pouco melhores
do que conseguimos ser.
Saber entender que não somos
tão grandes como achamos,
também é uma grandeza
do reconhecer.
Mas,
esperar para quê,
se não há um por quê?
Só é grandeza,
se o que há para esperar
é tão imenso
que goteja água
em alma aflita.
Se a água solfeja a gota
dela caída,
me faz entender
que é preciso esperar para crescer.

Att: Tudo aqui escrito não se faz verdade absoluta.
Cada qual vive em si
seu absoluto pleno que o faz feliz.

Novembro 10, 2009

Colors


As cores que vejo
são a sombra do amor que
tanto desejo.

ph. Bia Pêggas

Novembro 09, 2009

Distâncias Percorridas



Ph. Bia Pêggas.

Outubro 29, 2009

Uma Cena sendo Processada:

No set de gravação.
Sono, fome, frio, saudade e pouca luz de onde estava.

Outubro 26, 2009

Na escala de Dó Maior:


Imagem: Acrílica, escurecedor, emplastro, secante sobre suporte.
Bia Pêggas

Outubro 16, 2009

Sumbuzilênzio:


Acrílica, escurecedor, emplastro, secante sobre suporte.

Para ver mais, clique: Bia Pêggas.

Outubro 01, 2009

Meu destino em Cora:


MEU DESTINO

Nas palmas de tuas mãos
leio as linhas da minha vida.

Linhas cruzadas, sinuosas,
interferindo no teu destino.

Não te procurei, não me procurastes –
íamos sozinhos por estradas diferentes.

Indiferentes, cruzamos
Passavas com o fardo da vida...

Corri ao teu encontro.
Sorri. Falamos.

Esse dia foi marcado
com a pedra branca da cabeça de um peixe.

E, desde então, caminhamos
juntos pela vida...

Ler mais de Cora Coralina, clique.

Imagem: Acrílica, espátulas grafismo sobre papel.
Bia Pêggas

Setembro 29, 2009

A fusão dos limites:


Escolho formas de homenagear o Criador de um trabalho que supera o rótulo de "experimental", avanço por temas fazendo uso das mídias eletrônicas, sem esquecer a cultura popular, eventos históricos, ou as Artes Plásticas.
Nada deve ser óbvio num trabalho, nem em um pensamento. Nada deve ser profundamente conhecido, tudo que é supremo se vela e desvela para ser descoberto aos poucos > uma Construção em Permanente Movimento, com as inquietudes que sempre caracterizaram os grandes Artistas.
Por: Bia.

Imagem velada: Acrílica, espátulas, secante sobre placa.

Setembro 28, 2009

Os hiatos de Clarice:


Sou como você me vê. Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania, Depende de quando e como você me vê passar.
Clarice Lispector.

Setembro 27, 2009

Escorro como água:
























Em clarão de noites
felizes,
sinto o frio da alma a cantar.

Imagem: acrílica, crayon, nanquim, pastel seco sobre canson 280g.
Bia Pêggas.

Setembro 26, 2009

Expressionismo:


O Expressionismo é a arte do instinto, trata-se de uma pintura dramática, subjetiva, “expressando” sentimentos humanos. Utilizando cores irreais, dá forma plástica ao amor, ao ciúme, ao medo, à solidão, à miséria humana, à prostituição. Deforma-se a figura, para ressaltar o sentimento.
Predominância dos valores emocionais sobre os intelectuais. Corrente artística concentrada especialmente na Alemanhaentre 1905 e 1930.

Principais características:

* pesquisa no domínio psicológico;
* cores resplandecentes, vibrantes, fundidas ou separadas;
* dinamismo improvisado, abrupto, inesperado;
* pasta grossa, martelada, áspera;
* técnica violenta: o pincel ou espátula vai e vem, fazendo e refazendo, empastando ou provocando explosões;
* preferência pelo patético, trágico e sombrio

OBSERVAÇÃO: Alguns historiadores determinam para esses pintores o movimento ”Pós Impressionista”.


saiba mais sobre o Expressionismo, clique aqui.

Imagem: Bia Pêggas
Acrílica, espátulas, secante, vieux-chene sobre canson 280g.

Minha alma aberta mente:


"Tudo é questão de despertar sua alma".

Setembro 21, 2009

O Eu profundo e os outros Eus:


"[...]Sonho e perco-me, duplo de ser eu e essa mulher. . . Um
grande cansaço é um fogo negro que me consome. . . Uma grande
ânsia passiva é a vida que me estreita [...]".
Trecho (p.04).
Fernando Pessoa.

Imagem: Acrílica, espátulas, carvão, crayon sobre placa trabalhada.

Bia Pêggas.

Setembro 20, 2009

Perfume de Jasmim:

























“[...] Quando criança, e depois adolescente, fui precoce em muitas coisas. Em sentir um ambiente, por exemplo, em apreender a atmosfera íntima de uma pessoa. Por outro lado, longe de precoce, estava em incrível atraso em relação a outras coisas importantes. Continuo, aliás, atrasada em muitos terrenos. Nada posso fazer: parece que há em mim um lado infantil que não cresce jamais[...]".

Saiba mais sobre: Clarice Lispector.

Imagem: Desenho com nanquim, lápis colorido aquarelável, pastel seco sobre canson 280g.
Para ver mais, clique AQUI.

Setembro 19, 2009

Histórias com mar ao fundo:

"Esta é a página sem número em que nos perguntamos, quantos de nós somos apenas UM"?

Manuela Baptista.
Para ler mais, clique AQUI.

Cavaleiro Errante:


Cervantes em seu cavalo
leva o Dom que afeiçoou.
Enfrentam
os moinhos que lhes avançam
nas ventanias
com tons de amor.

Imagem: Nanquim, aquarela, modificações gráficas.

Setembro 18, 2009

Espelho:


Continuo me olhando no espelho.
Imagem: Acrílica, pastel seco, crayon sobre canson 280g.

Bia Pêggas

Deformados:
























Sem olhar para trás.


Imagem: Nanquim, crayon, lápis de cor aquarelável e modificação gráfica em photoshop.

Bia Pêggas.

Setembro 16, 2009

A insustentável leveza do ser:


"[...]A sensualidade é a mobilização máxima dos sentidos: observa-se o outro intensamente, procurando captar seus menores ruídos.
[...]O que urrava nela era o idealismo ingênuo de seu amor, que queria abolir todas as contradições, abolir a dualidade entre o corpo e a alma, e talvez até abolir o tempo".
(KUNDERA, p.56).

Imagem: Bia Pêggas
Trecho do livro: A insustentável leveza do ser > Milan Kundera.

Para saber mais,
clique aqui.

Setembro 15, 2009

O velho Tupã:


E andavam tinto de tintura vermelha pelos peitos, espáduas, quadris, coxas e pernas até baixo, mas os vazios com a barriga e estômago eram-se sua própria cor. E a tintura era assim vermelha que a água a não comia nem desfazia, antes, quando saía da água, parecia mais vermelha.

Imagem: Acrílica, pastel, crayon, carvão, photoshop sobre canson 280g.
Bia Pêggas.

Setembro 14, 2009

Food


[Eu, sua comida chegando].
[
I am your food and I am on my way].

Imagem: Nanquim canetinha, photoshop sobre canson trabalhado em papier marchè.

Bia Pêggas

Le grand


"Os meus gostos são muito simples: prefiro o melhor de tudo"

Setembro 13, 2009

Do Castelo ao chão:


"(...)Construirei um lar cheio de flores
Ou morrerei no meu próprio castelo".

Paul Claudel
Imagem: Bia Pêggas

Mythical tradition:


Os dentes na tradição mítica simbolizam a permanência do desejo.
Teeth, in the mythical tradition, simbolize the permanence of desire.

Imagem: Canetinha à base de água, nanquim, photoshop, cross sobre canson 280g.
Bia Pêggas.

Enquanto penso, refrigero o meu zero:

Imagem: Bia Pêggas
Caneta Nanquim, canetinha, photoshop, afinador.

The dog on the table.
























Tira o dog daí, menina!

A "table" não aguenta.
Table de madeira tão frágil
que despedaça com o vento.
Sou o dog nesta mesa
ou a table frágil
de tanto sonhar?

Sobre a "Table": Bia Pêggas
Imagem: canetinha, nanquim, photoshop e cross.

Setembro 12, 2009

In blue, in green.


Venha carregando tudo,
trazendo suas malas,
suas cores,
a Arte escorrida nas brisas do vento.

Fatias de coloridos
em flashes suspensos de luz.
Enquanto penso, refrigero o meu zero
com a mesma rapidez do clique
diagonal.


Jean-Michel Basquiat


O trabalho de Basquiat esta inundado de referências e de correspondências múltiplas, os seus trabalhos não são apresentados numa estrutura aberta, mas como uma dinâmica simultânea entre declarações divergentes e em si próprias herméticas.

As suas representações ilustram tudo o que é térreo, despedaçado, incoerente, e na sua demolição e desprezo por qualquer tipo de unidade visual tradicional. O tema principal dos seus trabalhos é a vida na grande cidade. A indiferença em relação à perspectiva e a posição infantil e ingênua em relação ao estilo são características suas.

As primeiras telas de Basquiat foram as paredes da cidade onde ele difundiu as suas mensagens. Olhando além do significado de infantil de representação da grande cidade e da verdadeira imagem dos seres humanos, a obra de Basquiat é claramente uma Arte de fúria e de rebelião, mas retém sempre os engenhosos jogos de palavras da sua fase dos grafites. A coroa e o símbolo do copyright são as características mais óbvias do período grafite para as pinturas e desenhos posteriores.

Setembro 11, 2009

Le Pop:


Com o objetivo da crítica irônica do bombardeamento da sociedade pelos objetos de consumo, ela operava com signos estéticos massificados da publicidade, quadrinhos, ilustrações e designam, usando como materiais principais, tinta acrílica, ilustrações e designs, usando como materiais, usando como materiais principais, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, transformando o real em hiper-real. Mas ao mesmo tempo que produzia a crítica, a Pop Art se apoiava e necessitava dos objetivos de consumo, nos quais se inspirava e muitas vezes o próprio aumento do consumo, como aconteceu por exemplo, com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, um dos principais artistas da Pop Art. Além disso, muito do que era considerado brega, virou moda, e já que tanto o gosto, como a arte tem um determinado valor e significado conforme o contexto histórico em que se realiza, a Pop Art proporcionou a transformação do que era considerado vulgar, em refinado, e aproximou a arte das massas, desmitificando, já que se utilizava de objetos próprios delas, a arte para poucos. Principais Artistas: Robert Rauschenberg (1925) Depois das séries de superfícies brancas ou pretas reforçadas com jornal amassado do início da década de 1950, Rauschenberg criou as pinturas "combinadas", com garrafas de Coca-Cola, embalagens de produtos industrializados e pássaros empalhados.
Por volta de 1962, adotou a técnica de impressão em silk-screen para aplicar imagens fotográficas a grandes extensões da tela e unificava a composição por meio de grossas pinceladas de tinta. Esses trabalhos tiveram como temas episódios da história americana moderna e da cultura popular.

Roy Lichtenstein (1923-1997). Seu interesse pelas histórias em quadrinhos como tema artístico começou provavelmente com uma pintura do camundongo Mickey, que realizou em 1960 para os filhos. Em seus quadros a óleo e tinta acrílica, ampliou as características das histórias em quadrinhos e dos anúncios comerciais, e reproduziu a mão, com fidelidade, os procedimentos gráficos. Empregou, por exemplo, uma técnica pontilhista para simular os pontos reticulados das historietas. Cores brilhantes, planas e limitadas, delineadas por um traço negro, contribuíam para o intenso impacto visual.
Com essas obras, o artista pretendia oferecer uma reflexão sobre a linguagem e as formas artísticas. Seus quadros, desvinculados do contexto de uma história, aparecem como imagens frias, intelectuais, símbolos ambíguos do mundo moderno. O resultado é a combinação de arte comercial e abstração.

Andy Warhol (1927-1987). Ele foi figura mais conhecida e mais controvertida do pop art, Warhol mostrou sua concepção da produção mecânica da imagem em substituição ao trabalho manual numa série de retratos de ídolos da música popular e do cinema, como Elvis Presley e Marilyn Monroe. Warhol entendia as personalidades públicas como figuras impessoais e vazias, apesar da ascensão social e da celebridade. Da mesma forma, e usando sobretudo a técnica de serigrafia, destacou a impessoalidade do objeto produzido em massa para o consumo, como garrafas de Coca-Cola, as latas de sopa Campbell, automóveis, crucifixos e dinheiro.
Produziu filmes e discos de um grupo musical, incentivou o trabalho de outros artistas e uma revista mensal. NO BRASIL A década de 60 foi de grande efervescência para as artes plásticas no pais. Os artistas brasileiros também assimilaram os expedientes da pop art como o uso das impressões em silkscreen e as referências aos gibis. Dentre os principais artistas estão Duke Lee, Baravelli, Fajardo, Nasser, Resende, De Tozzi, Aguilar e Antonio Henrique Amaral. A obra de Andy Warhol expunha uma visão irônica da cultura de massa. No Brasil, seu espírito foi subvertido, pois, nosso pop usou da mesma linguagem, mas transformou-a em instrumento de denúncia política e social.

Imagem: Marilyn, 1964 > Andy Warhol

Azulzim


Em cada Céu, uma esperança.

Junho 16, 2009

Tománicuba!



Buena Vista Social Club - Chan Chan

Junho 14, 2009

Vento feliz:

Meu vento
que venta feliz
me leva num encanto
e, por um minuto,
no oposto do que há em mim,
prevalescem os soberanos sorrisos teus.
Fotografias espalhadas
em meu coração
nas formas suaves
dos poemas que lhe dediquei.
Sorrisos soltos neste meu vento
que venta feliz...
na alma que agora
grita e te diz:
"amar é pra sempre...
Nele se perde o medo,
se levanta voos mais altos;
se abrem guarda-chuvas
em dias ensolarados
e cheios de paixão".

Junho 09, 2009

Enquanto a chuva cai...


Temo que todo esse tanto me faça ver além daquilo que existe em mim,
daquilo que não controlo,
que,
mesmo por tanta força,
não saberei assentar plenamente
em dias calmos,
como ventos que saem do seu "Norte". (Bia Pêggas)

Junho 05, 2009

Retroazes.


Acende a minha estrela nessa escuridão.

Maio 22, 2009

Abrindo meu silêncio:


Em "Bandeiras" que flamejam no meu outro céu.

A asa do vento esflora as camélias e as rosas.
Toda a paisagem canta. E das moitas cheirosas
O aroma dos mirtais sobe nos céus escampos.

trecho de:
Voz de Fora
Manuel Bandeira

Maio 14, 2009

Soltos no Vento:

























Pen
sar
Içar
Pensamentos
Feito
âncoras
Jogadas
ao vento.

Maio 12, 2009

O Silêncio:

























Trecho:
Na sombra cúmplice do quarto,
Ao contacto das minhas mãos lentas,
A substância da tua carne
Era a mesma que a do silêncio.
Do silêncio musical, cheio
De sentido místico e grave,
Ferindo a alma de um enleio
Mortalmente agudo e suave.

Desenho di Bia
Com as
doces palavras de Manuel Bandeira.

Maio 11, 2009

Manuel Bandeira em meu abraço:

Ao nosso ouvido, embaladora,
A ama de todos os mortais,
A esperança prometedora,
segreda coisas irreais.
E a vida vai tecendo laços
Quase impossíveis de romper:
tudo o que amamos são pedaços
vivos do nosso próprio ser.

Trecho de:
A vida assim nos afeiçoa
Manuel Bandeira

Maio 09, 2009

Para reflexão:

Algo que "ouvi" hoje pela manhã:

"Todos somos poetas, menos a Xuxa"!

Maio 07, 2009

Tabuco:

Pensamentos solitários em rabiscos
ancestrais.


nanquim sobre canson.

Abril 29, 2009

Almas minhas.

Acrílica, crayon, guache, João Cabral de Melo Neto (A pequena ode mineral), secante, photscape sobre suporte > Bia Pêggas.

Abril 27, 2009

Prisma.


Eu via a imagem que estava escondida.
Eu vi a suavidade contida.
Eu vi tua cria
em dia de luz.
Eu vi todo azul escondido no céu
na festa desses
seus azuis.

ph. e tratamento> Bia.

Festivo.


Não saber compartilhar,
é manter a certeza de solidão infinita
em veios de azuis que saem
selvagens dos coloridos
que poderiam abundantes fluir de ti.

Acrílica, pastel, vieoux-chene, secante sobre suporte > Bia.

Abril 25, 2009

Frascos


Descartáveis frascos
das cenas
em que me vejo
feliz
em cravos transparentes
de luas e
atrizes gentis.

desenho em nanquim e pastel seco sobre suporte > Bia Pêggas

Abril 23, 2009

Glass.

Engasgados pensamentos
que distorcem bem mais
do que apenas um olhar
por dentro das paredes
impressionistas.

Abril 22, 2009

Refazim molhadim.


Nas gotas que vejo
profundos desejos
de seus ternos beijos
feito linhas de amor.

Abril 12, 2009

Manchas de Kandinsky:



Tramejam meus pés,
que seguem atentos aos ventos velozes do tempo,
que me levam a olhar outra vez mais atento aos muros selvagens
que descascam
em cinzas flamejantes.
As palavras cobertas de tinta,
deixam as marcas da leveza
dessa tinta "Kandinskiana".
E quem poderá deter o alento que leva a alma a um habitual colorido?
E quem poderá saber com quantos
sabores fotografamos esta mesma alma?

ph. Bia

Um canto em mim:


Encanta-me a simetria que
"fala" enquanto me calo
percebendo a luz ambiente
nesta arquitetura vivaz.
Um canto de simetrias flutuantes,
onde cala a minha outra voz de cansaço noturno,
em outros dias
vespertinos nos destinos de trabalhos velozes.

ph. diagonal.

Abril 09, 2009

Mariolas de Doisneau:


Hoje quero andar de bicicleta e 'tricicle', como fosse um dia feliz, na década de 30'.
Como fosse um filme expressionista de "Fritz".
Como fosse mais um pedaço da outra arte, que habita vento vibrante em mim.

Caderno de Imagens:
























Vento leva o desalento
que abriga a inteligência no desenho.
Me rabiscas
sem sorrir.
Voa e escorre
como a areia
da mão que traçou
esses riscos para mim.

Abstract.



Fui para fora da cor,
para fora da imagem que eu via,
para fora de mim.
Fui Abstração,
fui incógnita MENTE,
na incógnita explicativa da arte aqui.
Fui ondas de ar,
nos pares de mar
que de fora
queriam surgir.

Abril 05, 2009

All day.

Meu universo
está tão fraco hoje,
Um calor intenso no corpo,

com tanta vontade de fazer coisas,
mas a febre não me deixa passar pelo esquecimento de um corpo aflito.
Ah, eu quero me abrigar numa boa leitura vespertina e fragmentá-la em mim,
de maneira a compreender a intenção de tanto desconforto causal.
Minhas emoções estão mais afloradas nesta fraqueza,
que não quer sumir.
Talvez seja pela exatidão de me propor tantas coisas
ao longo dos dias e,
ao me virar à frente, passaram-se semanas de cansaço,
e nem pude ver...
A rapidez de dias aflitos têm me trazido inconstâncias
na arte,
nos momentos,
na família,
nos projetos de vida.
Para quê tenho corrido tanto, se não terei tempo de vivê-los em mim?
Digam-me,
onde estão os amigos que me fazem alguém um tanto melhor?
Onde andam aqueles que me despertam
coisas sublimes?
Onde está toda a força que me faz plenamente feliz?
Estou só,
e me sinto assim.
Não tenho pressa, na verdade.
A febre de dias produtivos é que me impulsiona a fazê-lo
superficialmente,
um ser infeliz.

Gira gira meu sol


Gostaria de dedicar esta fotografia, que também encontrei aqui em meus arquivos escondidos (hoje foi dia de encontrar tudo).

Quando é doce meu sorriso,
sei que o pude sustentar.
Se fui triste e impreciso,
de tudo, sei
não soube amar.
Hoje fico
tão mais leve,
pois em ti
fui me encontrar.

À você, meu lindo sol.

Espiral


Minha espiral ficou ainda mais trançada.

ph. de uma porta lateral, acrílica, com focos indiretos de luz.
Efeito espiralado: eu quis mess.

Abril 04, 2009

Roxo em photografia:


Tenho um universo paralelo de cores aqui.

Escorrendo Tinta:


Ainda, ao contrário levantado, escorre a tinta que usei como shampoo em meu cabelo-suporte macio.
Foi pelo ralo, enquanto lavava não só o cabelo, mas a trincha com que o pintei.

Filme Antigo.


Claribóias e Girafas verdes em mim,
Clareiam horizontes
de outros montes sem fim.
Clareando outras pessoas contentes,
me fazem assim: feliz!
Um filme
em película 35mm,
ou um signo de escorpião mais desligado de sua impulsão.
Outro ardor acompanhado de uma flor em pensamento.
Um sonho de qualquer mundo,
um cravo exalando cheiro de tudo.
Alivias minha dor,
canta sua voz em oceanos breves
de peles cálidas
em singelas canções de amor.
Te sigo nesse filme antigo
que,
com o passar do tempo
tenta
tornar-se cada vez mais relevante para a vida.

Totem da verdade:

Eu precisei mentir,
mas, quem não mente?
qual de vós já disse verdade tamanha
que lembra ter se orgulhado,
mesmo ferindo o alheio?
Não posso dizer todas as verdades contidas no mundo.
Se posso esconder até de mim mesma,
por quê não fazê-lo
quando preciso sair do colo sagrado de outrem
que me dedica a leal confiança?
Não me sinto culpada de nada,
apenas sou humana
e, às vezes, errata jornalística.
Não sei ser Arte todo o tempo...
Não moldo esperanças dos outros por aí,
apenas sigo meus passos leves,
que singelos e lacrimejantes
cintilam humanidade.
Apenas isto:
VIVO!
e é só.

Cabeça Giratória
























Teatro de rua - Marvão - Portugal
Foto de Gisele Freire / Gika

Dito di Bia:
Gosto da maneira que com que "Gika" expõe sua sensibilidade pelas lentes. Me trazem estabilidade aos olhos e faz palpitar a alma.

Abril 02, 2009

Kiriaco.


Gosto quando me persegues, ó mar
de claridades sem fim!
Se me trazes este azul,
lhe aspiro como fumaça
ardente no peito.
Se me fazes mais que esperanças,
em verdes
calmantes
me transformo nos azuis mais intensos.
Sua cor, minha forma.
Sua mansidão, me acorda.
Em acordes de piano
solfejam minhas outras canções
à estibordo.

Retardo Memorial.

A fotografia já não é mais intencionalizada a mostrar fatos tão reais quanto podem perceber e captar rapidamente nossos olhos. Ela é, antes de tudo, a interpretação de outros mundos que trazemos dentro de nós, e daqueles que seremos oportunizados a descobrir.

Abril 01, 2009

Old Colors.

Fotografia de desconstrução da cor percebida em ambiente de trabalho, por: Bia Pêggas.

Março 31, 2009

Azul da cor do mar:


Descubro muitas cores em meus azuis.
Cores de minha outra alma,
cores que não têm nome,
Cores que desconstróem meus outros blues.



acrílica, mutumba, pastel, secante em azul cobalto, ranhuras com buril, lápis, carvão, vieoux-chene sobre suporte.

Nippon.


Estar sozinho, quando se tem espaço.

Rabiscos meus.


Enquanto penso, rabisco.

Clima: mutumba,nanquim,crayon, cabides, varais, roupas, pensamentos, sobre canson.

Março 30, 2009

Da série: Feche a porta, por favor!

Aqui, usando acrílica, secante, cabeça pensante, mutumba, pastel seco, espátulas e corante sobre canson 180g =========

Cabeça dinossauro?
























Um vento impetuoso domina quando se desenha.

Pensar e não ter que sair do lugar.
Determinar que este faz parte do processo da forma.
Espirro, cor,desenho, flor, vento, frio, calor, café... cabeça pensante que se cansa do silêncio, que não é vazio, mas movimenta-se são, mantendo viva a outra arte que em nós habita.

Nanquim, aquarela, pastel seco, óleo sobre canson 180g.

Mine mess.

Enquanto eu olhava o vazio
um frio tomou conta do ar.
Me fiz silêncio no infinito
e tentei pintar.
Dissonante, aflito e pensante
foi assim que saiu esse meu outro olhar.

Pintura: Arcaico
usando: acrílica,espátula, corante,secante,vieoux-chene e a ideia da brillo sobre o suporte.

Março 27, 2009

Destino




















Não sei se foi um sonho,

se ainda persiste em ser sonho...
Só sei que chegastes em mim
quando não mais
acreditava que o pudesse viver.
Me trouxestes um "algo" que não sei bem o nome,
mas que me deixa em paz,
à vontade comigo mesma,
com esperanças de amar somente.
Você, uma letra que fica em canção escrita de amor,
um soneto pensante
em palavras de cor.

Março 26, 2009

Picasso / Livro

Na série biografias L&M Pocket, Gilles Plazy revela a impressionante, longa e riquíssima vida de Pablo Ruiz Picasso, o pintor que inventou o Cubismo, influenciou os surrealistas e personifica todas as transgressões, transformações e revoluções da Arte Moderna.

"Nunca considerei a pintura como uma arte de simples ornamento, distração; pelo desenho e pela cor, pois eram essas as minhas armas, quis penetrar sempre mais fundo no conhecimento do mundo e dos homens, a fim de que esse conhecimento nos liberte cada dia mais" - Picasso.


Março 23, 2009

Gisele Freire/ fotografia


Foto de Gika freire, do blog: Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos.
Zélia Duncan, cantora, compositora, instrumentista que, respeitosamente homenageamos hoje por aqui.

pontos claros


tente me clarear,
para ver a noite chegar
nesta moça e anciã
que me prende a crina
em vermelhos lamparinas
debaixos de meus pêlos
em cor de ouro em pó.

Março 19, 2009

Rabiola.


Na escalopada pensante de filetes artísticos, sobreponho
ao meu cansaço

outras cores que abrigo.

Retomando a tocada
na viola chego ao chão.
Trago outros pensamentos,

apanho o teu coração.
Leva
leve em mim
tão leve quanto o vento com cheiro
de jasmim.
Leva
leve assim
faz da rabiola mágica
um desenho
colorido
que alcance somente a ti.



Março 15, 2009

Aprendiz de alma feliz.

Doce
doce alma.
Leva a calma
de me ver tão sua.
Doce
doce poema.
que escreve em flor
tudo que anseia
e mantém esta alma
sem dor.
Doce
doce rosto feliz.
marca teus versos
em lindos sonetos
e fazem desta alma
uma criança aprendiz.

Deus e o diabo na Terra do Sol.

Um filme que todos deveriam ver, do genial Glauber Rocha, ícone do Cinema Novo.

Março 14, 2009

Mazzaropi: Um gênio que superou a Porno Chanchada.

Acreditando na simplicidade do público que, para ele, ia ao cinema apenas para se divertir, pois preferia a anedota à reflexão, Amácio Mazzaropi nunca deixou de ser celebrado por seu carisma e talento, embora fosse criticado pela imprensa, que considerava seus filmes superficiais. Encarnando o Jeca Tatu, personagem criado por Monteiro Lobato, o caipira de fala arrastada, calças curtas, paletó apertado, camisa xadrez, botinas e muita malícia, que andava levando os cotovelos à altura dos ombros, conquistou a maior bilheteria do cinema nacional nos anos de 1960 e 1970. Rico e famoso, soube fazer do cinema uma indústria: comprou uma fazenda em Taubaté, montou o próprio estúdio e escreveu os argumentos, produziu, co-dirigiu e atuou em seus filmes, feitos à média de um por ano. Ao todo, fez 32 longas-metragens. Mazzaropi nasceu e foi criado na Barra Funda, em São Paulo. Fugiu de casa aos 18 anos para acompanhar um espetáculo ambulante do faquir Ferris, no bairro do Bexiga. Viajando pelo país, começou a fazer as cortinas cômicas nos intervalos, interpretando já o papel de caipira, inspirado em Genésio e Sebastião Arruda, atores do cinema mudo. Com o sucesso das apresentações, criou, em 1940, a sua Companhia de Teatro de Emergência, que atuava num barracão de zinco desmontável – o Pavilhão Mazzaropi. Pouco depois, veio a Trupe Mazzaropi, com repertório fixo de grande aceitação. Em 1948, foi contratado pela Rádio Tupi do Rio de Janeiro, onde trabalhou no programa Rancho Alegre, dirigido por Cassiano Gabus Mendes. Com o programa, em 1950, estreou a televisão no Brasil. Convidado pela Vera Cruz, fez seu primeiro filme: Sai da Frente (1951). A partir de 1958, resolveu administrar o próprio sucesso e montou a Produções Amácio Mazzaropi – Pam Filmes. O primeiro filme feito no estúdio-fazenda foi Chofer de Praça (1958). Mas foi em Jeca Tatu (1959) que fez coincidir o caipirismo essencial a seu tipo cômico com o personagem estereótipo imaginado por Monteiro Lobato.

Visite também: www.museumazzaropi.com.br

Versos e canções.

Beije-me
Beije-me sem parar...
E, quando parar, faça dos meus sonhos
outros apegos teus,
Solfejando minhas outras canções,
Cante-me teus versos
fazendo amor com meu outro corpo.
Apanhe-me em teus braços
apertando-me contra teu peito
Gritando meu desejo
em anseios de ganhar um beijo ardente teu.

Terra em Transe / Glauber Rocha



"Convulsão, choque de partidos, de tendências políticas, de interesses econômicos, violentas disputas pelo poder é o que ocorre em Eldorado, país ou ilha tropical. Situei o filme aí porque me interessava o problema geral do transe latino-americano e não somente do brasileiro. Queria abrir o tema "transe", ou seja a instabilidade das consciências. É um momento de crise, é a consciência do barravento."

Março 02, 2009

Clao.

Vastos pensamentos
que me levam
sem parar.
Vão levando
outros tormentos
de não mais poder amar.
Estrada nua
sublime e feroz.
Vendaval que flutua
na intensa lua
que brilha para nós.

Fevereiro 27, 2009

Tachinha de Verniz.

Consome toda fúria no sortimento dos sorrisos que demonstras conhecer. Tanta flor há em teu caminho, Sim! Tanta doçura em teu coração. Não era ela quem estava aqui, era apenas sonho, ilusão. Eu esperei, demorou-se em me apanhar. Esperei, apenas isso!Lembrei do teu cantinho de riso feliz olhando para minha brancura e fui feliz também. A saudade me buscou, me embalou e trouxe de volta.Em casa não estavas, como sempre.Onde um paninho azul cobria meu rosto, tua mão me tocou. Senti você aqui, que bom. Era só o vento no paninho azul que bateu, mas te senti e foi bom. Agora o dia amanhece e, com o crepúsculo,continuarei a te esperar em mim.
Bia pêggas.
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Consumare tutta la furia in assortimento di sorrisi che demonstras sapere. Tanto fiore è nel tuo modo, Sì! Tanta dolcezza nel tuo cuore. Non era che lei era qui, era solo un sogno, illusione. Ho aspettato, aspettato a prendere me. Ho aspettato, solo quella! Lembrei angolo della tua risata felice di guardare il mio candore ed ero troppo felice. La nostalgia che ho cercato, ho abbracciato e portato indietro. A casa non sono stati, come sempre. Dove un blu paninho coperto il mio volto, ho toccato la mano. Ho sentito qui, che il bene. E 'stato solo il vento nel blu paninho che ha battuto, ma si sentiva ed era buona. Ora del giorno aurore, e con il crepuscolo, si continuerà ad aspettare su di me.
Publicado também no blog: Cartata diresche, Vito Maurízio-------Itália.



Fevereiro 13, 2009

Parede


Saindo de um casulo inabalável,
deparo-me com situações imprevisíveis
no campo de estudo da Arte.
Nesta semana fui a uma abertura de exposição
de cartazes, feitos por jovens artistas contemporâneos,
com intenções e linguagens mais contemporâneas ainda.
No Centro Cultural da Justiça Federal,Centro do Rio de Janeiro.
O urbano sendo a supressão de um momento, elevando, através de uma cultura 'underground', toda a estética metropolitana trabalhada nos pôsteres expostos.
Estão, como estão nas ruas, em galerias suspensas e tapumes instalados nos arredores.
Confira a programação completa:

acesse: www.ccjf.trf2.gov.br.

Fevereiro 09, 2009

Expressões.

Venho aqui para dizer que ainda
amo Arte, fotografia, Cinema, Mariola e Fubá Torrado da minha avó!

"Inventaria-te, antes que os outros te transformem num mal entendido".
Glauber Rocha.

Fevereiro 03, 2009

Série: Monotipias


Produção 2009. Acrílica, secante, liquid sobre placa.
por: Bia Pêggas.

Fevereiro 02, 2009

Neo realismo Italiano.


O fim da Segunda Guerra Mundial encontrou uma Itália economicamente despojada do seu esplendor dos filmes anteriores à guerra. Mas o cinema não havia morrido, e sim deixado de lado os temas épicos. De Sica filma I Bambini ci guardano (1942), apontando um novo movimento de cinema que, além da preocupação social, se aproximava do filme documentário, com imagens cinzentas, rejeição a efeitos, planos longos e uma montagem simplificada. Tudo é abordado indiscriminadamente: a atividade ainda recente da resistência, o desemprego, a dureza da vida no campo, a delinquência, a condição da mulher a angústia da velhice etc. Os exteriores eram prioritários em detrimento dos interiores.
Se quisermos dar uma data para o nascimento do neo-realismo, talvez a melhor seja a coincidente com Roma, cidade aberta (1945), de Roberto Rossellini, no qual a libertação da Itália serve como ponto de partida para uma revolução social, política e econômica. Outros filmes importantes são: O bandido (Alberto Lattuada, 1946); A terra treme (Visconti, 1948); Arroz amargo (De satis, 1949); Milagre em Milão (De Sica, 1950); Ladrões de bicicletas (De Sica, 1948); A estrada da vida (Fellini,1954); Sentimento (Visconti, 1954);Viagem em Itália (Rossellini, 1953).

É só começar a saga!

ps.: percebam em qual fonte o Cinema Novo bebe!


Fevereiro 01, 2009

A arte da cenografia


Autodenominado “artista da imagem”, o designer Gringo Cardia, conhecido no Brasil e no exterior como importante profissional multimídia, tem presença constante nos projetos gráficos de CDs, cenários e direção de arte de espetáculos, filmes e videoclipes de consagrados artistas brasileiros. “Transito entre as mídias e comunico os conhecimentos de uma para outra; misturo as linguagens. Muitas vezes uma tela de computador, uma animação sugerem determinado desenho gráfico. Outras, a partir de uma imagem estática crio o quadro de um vídeo”, explica Gringo Cardia, formado em arquitetura pela Ufrj, em 1981. Entre seus mais de 300 projetos já executados não há, portanto, regras ou padrões repetidos. O que se mantém é a busca pela qualidade e atualização tecnológica.

O nome da Rosa.


Termino, pela segunda vez, a leitura deste grande romance de Eco. Aliás, a estréia na área de ficção deste, que é um dos mais importantes teóricos da comunicação de massa.
O Nome da Rosa é uma narrativa que se identifica com os romances policiais série noire pelo seu caráter de humor, malícia e sedução erótica.
Num mosteiro da Itália Medieval, a morte, em circunstâncias insólitas, de sete monges em sete dias e noites projeta a visão mais realista da violência em estado puro. As violências sexuais, os conflitos no seio dos movimentos heréticos do século XIV, a luta contra a mistificação, o poder, o esvaziamento dos valores pela demagogia, constróem nas páginas de O Nome da Rosa uma parábola sangrenta e patética da história da humanidade.
Ano de 1327:

"No princípio era o Verbo e o Verbo estava junto a Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio junto a Deus e dever de monge fiel seria repetir cada dia com salmodiante humildade o único evento imodificável do qual se pode confirmar a incontrovertível verdade".

Umberto Eco > Crítico Italiano nasceu em Alessandria, em 1932.Teórico de "massa", seus estudos abrangem o cinema, televisão, a música, as artes plásticas, a publicidade, a poética e a arquitetura.
A expressão: "O Nome da Rosa" foi usada na Idade Média significando o infinito poder das palavras. A rosa subsiste por seu nome, apenas,mesmo que não esteja presente e nem sequer exista.

Título Original: IL NOME DELLA ROSA
gruppo editoriale Fabbri-Bompiani, Sonzogno, Etas S.p.A., Milano, 1980.
In Brazil: Editora Fronteira S/A, com tradução de Aurora Bernadini e Homero Freitas de Andrade.



Janeiro 30, 2009

Contemporaneidade pintada de verde.


O pensamento deve ser maleável: conhecer não é acumular, nem se deixar conduzir por um conjunto de assertativas que se pretendem eternas.
O procedimento da Arte Contemporânea não foi outro, senão o de abrir-se a um mundo plural e polissêmico, sem se deixar dominar ou estigmatizar, refutando normas do agir e do fazer.

Acrílica, espátula, secante, liquid sobre placa.

Janeiro 28, 2009

Jackson Pollock


28/01................................ dia de Jackson!
Polêmico, irrequieto, perturbador, diferente... São apenas alguns qualificativos que se pode atribuir a Jackson Pollock, expressionista abstrato americano, cuja vida tumultuada acabou marcando profundamente a história da arte moderna. Entre a pintura e o jazz, Pollock viveu emoções que o levaram da depressão ao êxtase e terminaram por transformá-lo em um alcoólatra.
O método do artista de pintar caminhando ao redor da tela e mesmo sobre ela tornou-se conhecido como "Action Paiting". Os seus gestos dramáticos no ato de usar as tintas, o abandono tradicional de cavaletes, foram atitudes revolucionárias. O seu nome é um marco na pintura pós-guerra não só americana, mas em todo o mundo. Sem dúvida alguma, ainda é um dos pintores americanos mais influentes dos tempos atuais. As suas pinturas perdem força quando olhadas através de fotografias, o que acontece muito freqüentemente com alguns pintores. Às vezes acontece exatamente o contrário, mas não é o caso. O primeiro vislumbre da fama para o artista veio através de fotografias dele trabalhando, da forma enérgica dos seus gestos no ato de pintar. Há uma certa dramaticidade nessas fotos que realmente impressiona.

"Quando estou a pintar não tenho consciência do que faço. Só depois de uma espécie de 'período de familiarização' é que vejo o que estive a fazer".

Talvez tenha sido assim também com a vida real, com os seus movimentos do dia-a-dia. O gênio nos enche de admiração e nos deixa um grande legado. O homem nos passa a impressão de que, fora a arte, a vida foi uma grande tentativa que não deu certo. Embora não possamos julgar se isso de fato tem alguma verdade, é essa a emoção que nos passa.

Vejam: LAVANDER MIST: NUMBER 1,1950 (350 Kb); Oil on canvas, Oil, enamel, and aluminum on canvas; 221 x 300 cm (7 ft 3 in x 9 ft 10 in); National Gallery of Art, Washington, D.C.

Janeiro 25, 2009

Reticente como tua voz.


Ouvi tua voz tão macia.

Antes que de tua boca uma frase saísse,
senti tua respiração em mim.
Ouvi tão macio teus lábios,
que os abracei daqui.
Estava sereno e aflito,
lacrimejantes olhos pedintes,
falando macio,
sem palavras remeter.
escutei cada frase em silêncio gritada,
atendi teu pedido.
Fiquei olhando por mais de um segundo
e toquei teus pensamentos.
Ouvi tua voz tão macia,
que sem molhar tuas águas
em meu coração apertei.
Ouvi tua voz tão suave,
que sem perceber
que estas águas
macias tocavam

em ti me afoguei.

foto di Bia: Indo para Niterói/RJ
De dentro da barca.

Janeiro 23, 2009

Sobre a Monotipia.

A monotipia, constitui-se de um processo híbrido, entre a pintura,o desenho e a gravura. Aproxima-se do gesto da pintura, da mancha de tinta, ou do traço, da linha; ao mesmo tempo possui características próprias da gravura, como a inversão da imagem. Apesar de o próprio nome esclarecer, mono (único) e tipia (impressão), ou seja, que se obtém de uma prova única, em alguns casos há a possibilidade de se conseguir mais de uma cópia, evidentemente cada vez mais
tênue, mais clara, permanecendo apenas um "fantasma"/ vestígio da imagem.
Historicamente, a monotipia teve origem no século 17, com Giovanni Benedetto Castiglione (1616-1670), do qual foram preservadas algumas monotipias. Alguns artistas chegaram a utilizar monotipias em seus trabalhos, esporadicamente ou com maior freqüência, como foi o caso de Edgar Degas, que produziu uma série significativa de monotipias. Na gravura contemporânea, percebemos um novo impulso da monotipia, técnica simples, direta, poderia dizer até rudimentar, comparada aos avanços tecnológicos de outros recursos.
Esta impressão ou registro remete a gestos primordiais do homem, marcas que atravessaram os tempos, tornando-se tão atualizados, tão contemporâneos quanto a mão do homem pré-histórico gravada na caverna.
Talvez seja este aspecto que atraia alguns artistas em relação à monotipia: gravar, "congelar" um gesto, uma idéia, uma emoção.


Luise Weiss
Professora de Gravura do Departamento de Artes Plásticas da Unicamp e artista plástica com diversos
prêmios e exposições coletivas e individuais.

Daqui deste lugar.

Tenho vontade de outros mundos,
outros giros no ar,
outras formas de amar o mar,
de me deitar na grama,
de ajudar os meus.
Tenho vontade de ser outras pessoas,
aquelas que admiro,
que nem sabem que as admiro.
Tenho vontade de sumir no ar,
de tomar um chá elegante das 17:00h,
de entender da mesa francesa,
de saber das suas outras esperanças.
tenho vontade de ser quem nunca deveria ter sido,
para saber como seria se o fosse.
Tenho vontade de atropelar o que penso, por resguardos
ultrapassados pelo tempo,
e transpor um horizonte que vai além de mim.
Tenho vontade de "avoar" para tão longe,
que o mais longe lugar
não poderia me encontrar.
Sumirei com o vento,
levarei ele em mim,
sentirei as suas falas ventando aqui em meu peito,
fazendo-me mais do que um dia eu pude sonhar.
A minha vontade será completa,
pois ele me suspenderá
até o infinito de meu outro mar.

Série: Monotipias.


Homenagem à Picasso:

O esquadro disfarça o eclipse
que os homens não querem ver.
Não há música aparentemente
nos violinos fechados.
Apenas os recortes dos jornais diários
acenam para mim com o juízo final.

João Cabral de Melo Neto.

Monotipia> uso de espátula, acrílica, secante, liquid e veoux-chene.

Janeiro 22, 2009

Série: Monotipias.


(...) Sim, eis o que os meus sentidos
aprenderam sozinhos:
As cousas não têm significação: têm existência.
As cousas são o único sentido oculto das cousas.

(Fernando Pessoa, como Alberto Caeiro).


Pintura di Bia: Acrílica, secante, oxidante, sépia, veoux-chene, liquid sobre placa.

Janeiro 21, 2009

Série: Monotipias.

Monotipia. Oxidante, prame, sépia, acrílica, gel incolor, liquid brilho, p.

"Na sombra cúmplice do quarto,
Ao contato das minhas mãos lentas,
A substância da tua carne
Era a mesma que a do silêncio".

( O Silêncio, trecho, Manuel Bandeira).

Un soleil.


Minha redoma tomada de emoções que já não posso controlar.
Minha sensação mais profunda.
Apanhou meus sentidos, todos, sem licença,
sem entradas lógicas,

sem desculpas.
Apenas entrou,
e me tomou pelas mãos,
sem nada dizer,
sem nada explicar.
Como dizer que o querer é maior que a razão?
Como deixar-se dominar pela coerência,
quando os sentidos estão controlados
pelas outras expressões maiores que o corpo?
Me afoga saber de você,
um sol que nasceu brilhoso em mim,
saudando raios tão felizes,
que a felicidade guardará aos poucos em si.

Janeiro 17, 2009

Outro adendo em um dia normal.


Tanta coisa para se fazer... tanta coisa para limpar, organizar em etapas milimetradas pelo tempo que não temos mais sobrando, onde nada, absolutamente nada poderá sair do que foi, a priori, programado, em uma agenda que, nem bem sabemos quem iniciou.
Onde está nossa "humanidade" em tudo isso?
Quem nos disse que aquele que chora é fraco?
Meus caros, o pior em tudo isso, é que nos permitimos, ao longo da estrada, consumir tal absurdo como fosse verdade em cada um de nós.
Não olhamos para nossos irmãos, não cuidamos dos amigos, preferimos colocar a culpa no tempo, ou na falta dele.
Deixamos quem é importante partir, sumir de nossas vidas sem remorsos, sem angústias ,afinal, quem é realmente o culpado? existe um? somos mesmo as "vítimas" destes séculos que vêm assassinando as relações humanas entre os humanos.
Visitem os velhinhos nos asilos, olhem mais demoradamente para o sorriso de uma criança, permitam-se viver, vivendo, simplesmente. Caminhar aqui, com esta vida oportunizada pelos céus é único, é celestial, é honroso! Deus nos permitiu viver, e é isso!
Tenhamos tempo para as outras coisas que também são importantes.

Amar o próximo como a nós mesmos, esta é a maior missão!

Noite de estrelas.


Arde na terra a solidão da lua iluminando meu olhar perdido. Entre campinas, abismos e chapadas, meus olhos queimam a última lembrança como fogueira em noite de estrelas. Me deita só com vista para o mundo calando fundo meus sonhos, minhas queixas. Mas, alço voo em busca de teus passos. Piso descalço na terra do teu corpo suave passo, suave gosto, cheiro de mato Meu braço laço, te lanço em segredo. Vem ser meu canto, meu verso, meu soneto! Vem ser poema no árido deserto! Serei oásis, silêncio, festejo. Serei sertão nas horas de aconchego.

Roberto Mendes e Ana Basbaum.

Ph. baciami mille volte e ancora cento


Morris, um fotógrafo maravilhoso e, como não bastasse tamanho profissionalismo, é dono de um coração tão grande, que o tamanho do mundo ainda é pouco para compará-lo.

Bjos com algodão doce, meu lindo!
http://cartatadiresche.blogspot.com/